Notícias com Alta Repercussão
10/08/2009
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EUA querem financiar petróleo e hidrelétricas no Brasil, diz ministério
Segundo Márcio Zimmermann Exim Bank já
conversa com Petrobrás
BRASÍLIA (Reuters) - O governo dos Estados Unidos quer financiar os setores de petróleo e energia
hidrelétrica no Brasil por meio do Exim Bank e já conversa com a Petrobras sobre o tema, afirmou
nesta terça-feira o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
Segundo ele, a proposta, que está ainda em um estágio inicial, já havia sido feita em recente visita
de autoridades do ministério aos EUA e foi repetida durante reunião entre o ministro Edison Lobão
e o conselheiro norte-americano de Segurança Nacional, general James Jones.
"O Exim Bank está disposto a investir no Brasil em linhas de financiamento tanto em petróleo como
em hidrelétricas", disse a jornalistas o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, depois
de participar da reunião entre Jones e Lobão.
Zimmermann ressaltou que os recursos seriam "bem-vindos", já que a estatal quer aumentar sua
capacidade para explorar a camada pré-sal. Ele não revelou, no entanto, detalhes sobre as
negociações.
Em abril, a Petrobras obteve 2 bilhões de dólares do Exim Bank, instituição do governo americano
voltada ao financiamento do comércio exterior. A companhia também já pegou um empréstimo de
10 bilhões de dólares da China.
"Os EUA também têm o interesse em abrir linhas de crédito. A Petrobras está conversando",
afirmou.
Em coletiva na semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que
poderia estender o empréstimo de 2 bilhões de dólares para 5 bilhões de dólares, mas não deu
detalhes.
PRÉ-SAL
No encontro, disse Zimmermann, as autoridades brasileiras fizeram uma apresentação sobre a
situação do setor de petróleo no país aos americanos, mas não entraram em detalhes sobre o
novo marco regulatório do segmento. Como o tema ainda está em discussão pelo governo,
ponderou o secretário, discuti-lo com os EUA seria uma "ingerência" nos assuntos internos do
Brasil.
"Foi uma apresentação sobre todo o aspecto, o setor de petróleo no Brasil como está hoje",
comentou, lembrando que o tema de segurança energética é de responsabilidade de Jones, por
isso o interesse do general na matéria.
"Foi conversado em linhas gerais a estratégia brasileira para a parte energética."
A equipe ministerial que elabora o novo modelo do setor deve entregar uma proposta ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira.
Integrantes do Ministério de Minas e Energia também mostraram aos enviados americanos como o
sistema elétrico interligado do país funciona, tema de interesse do governo dos EUA.
Segundo o secretário, foi conversado ainda sobre a possibilidade da parceria executada por Brasil
e EUA em países em desenvolvimento --atualmente focada na produção de etanol-- ser ampliada.
"Há uma tendência também de aumentar essa parceria na parte de hidrelétricas", afirmou.
Zimmermann assegurou que não constou da pauta da reunião a demanda do Brasil de ver reduzida
as tarifas impostas pelos EUA para a importação do etanol nacional, assim como eventuais
parcerias no segmento da energia nuclear.
Jones se reunirá ainda com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Dilma Rousseff (Casa Civil), o
comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e o assessor especial da Presidência para
Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
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