Notícias com Baixa Repercussão
16/03/2007
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Álcool de celulose será viável em 2012
O Brasil, o maior produtor mundial de etanol extraído do caldo da cana-de-açúcar, poderá iniciar sua produção comercial do combustível a partir da celulose da cana já a partir de 2012, disse José Luiz Olivério, vice-presidente operações da Dedini SA.
A empresa, a maior construtora mundial de usinas de processamento de cana-de-açúcar, já está produzindo o biocombustível em quantidades pequenas a partir do rejeito que sobra após a extração do caldo da cana, disse Olivério. A Dedini está fabricando etanol de celulose de cana ao mesmo preço que o etanol fabricado a partir do caldo da cana, disse ele.
A Dedini pretende começar a construir usinas comerciais para a fabricação de etanol de celulose dentro de cinco anos, o que permitirá aos produtores tirar proveito dos rejeitos da planta - que são ricos em celulose e são conhecidos como bagaço - para aumentar a produção do biocombustível. A novidade permitiria que o Brasil aumentasse a quantidade de etanol que pode ser obtida a partir de sua safra de cana-de-açúcar, processo que já é o mais barato do mundo, além de ser a fonte mais produtiva do biocombustível por hectare. "Eu estou otimista", disse Olivério. "Estamos quase chegando lá".
Em seu primeiro projeto experimental, a Dedini produz 100 litros de etanol a partir de bagaço da cana por dia ao preço aproximado de R$ 0,25 por litro, o mesmo valor obtido com o etanol fabricado a partir do caldo da cana, segundo Olivério.
As usinas comerciais de maior porte que a empresa pretende começar a construir no prazo de cinco anos terão capacidade de pelo menos 50.000 litros de etanol de celulose diariamente, disse Olivério. (Ecopress com informações da Gazeta mercantil - 16/03/07, às 9h53)
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