Notícias com Baixa Repercussão
28/08/2007
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Biocombustíveis terão selo socioambiental
A produção brasileira de biocombustível vai ter um selo que atesta a sustentabilidade econômica, social e ambiental. A estimativa é que na próxima safra parte da colheita de cana-de-açúcar possa ter a certificação GrünPass - que atesta responsabilidade social, segurança alimentar, segurança ambiental, boas práticas agrícolas e de fabricação, gestão de qualidade e segurança do trabalhador. A Independenty Quality Standards (IQS) investiu US$ 300 mil na elaboração do protocolo do selo e no treinamento de técnicos. A empresa brasileira é especializada em segurança alimentar e produção agrícola sustentável.
A certificação é uma espécie de Eurepag para todos os importadores - diferente do selo europeu que é para os varejistas. No Brasil, o protocolo foi lançado em 2005, em parceria com a certificadora alemã Tüv Rheinald, e hoje abrange uma área de 250 mil hectares de soja - equivalentes a 500 mil toneladas.
"Queríamos romper as barreiras não tarifárias que os produto podem sofrer, mostrando, entre outras coisas, que não usam mão-de-obra infantil, trabalho escravo, entre outros itens", diz Rita Fróes, gerente-geral da IQS.
Segundo ela, o selo é exigido por alguns países, como a Dinamarca, Noruega e Suíça, que têm uma preocupação maior com sustantabilidade.
Assim como o Eurepgap, aqueles que têm a certificação GrünPass também recebem um prêmio - no caso da soja, de US$ 1,5 por saca. Mas além disso, segundo Rita, há um benefício imediato, como taxa de financiamento bancário mais baixas e até de seguro rural menores. "No caso dos biocombustíveis, ainda não existe um prêmio claro, mas sem a certificação os produtores não podem ter acesso a alguns mercados", acredita a gerente-geral da IQS. Segundo ela, o protocolo para os biocombustíveis já está pronto e para o início da certificação a empresa ainda está formando os técnicos. (Ecopress com informações da Gazeta Mercantil - 28/08/07, às 9h50)
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