Notícias com Baixa Repercussão
14/11/2006
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Impulso japonês a biocombustíveis
A trading japonesa Itochu Coporation anunciou ontem o estabelecimento de um acordo inédito com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e com a Companhia de Promoção Agrícola (Campo) para realizar estudos de implantação de projetos de produção de biocombustíveis até 2008 no país.
A exemplo do que ocorreu via Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), principal chave para a expansão da soja no Centro-Oeste a partir da década de 70, os japoneses buscam ampliar a oferta de biocombustíveis para torná-los novas commodities energéticas. Desta vez, porém, querem desenvolver a produção e garantir mercado cativo. "Muitos se interessam apenas pela parte final dos projetos. Sentimos que, para ter sucesso, devemos nos envolver desde a produção e a logística até a exportação", disse Akira Yokota, vice-presidente executivo da Itochu, ao Valor.
De olho no mercado japonês, que deverá demandar 30 bilhões de litros de etanol por ano a partir de 2010, a trading avalia financiar a estruturação de cooperativas agropecuária e construir usinas em perímetros de irrigação no Nordeste e Minas Gerais. Terceira maior trading do Japão a Itochu detém o controle de 2,2 mil postos de combustíveis em seu país.
O termo de cooperação entre as companhias inclui a análise técnica para a produção de etanol e biodiesel em 300 mil hectares dos projetos de Jaíba e Jequitaí, no norte de Minas; Vale do Iuiú, Salitre e Baixio de Irecê, na Bahia; Canal do Sertão, em Pernambuco; e Platô de Guadalupe, no Piauí. "É nosso desejo que o projeto não fique apenas nos estudos. Queremos que aconteça o mais breve possível, porque temos condições de distribuir imediatamente esses biocombustíveis", afirmou Akira Yokota. FONTE: Valor Econômico - SP - 14/11/06)
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