Notícias com Baixa Repercussão
17/04/2007
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Investimentos no etanol serão de R$ 100 bilhões
BNDES prevê que, até 2011, pelo menos R$ 20 bilhões desse total financiem projetos de novas usinas
São Paulo - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê investimentos de R$ 100 bilhões em todos os elos da cadeia ligada à produção de álcool no país até 2011. O montante, também já sinalizado por outras fontes, abrange desde a logística de transporte e armazenamento até o desenvolvimento de serviços bancários e ligados ao comércio. As informações são do portal de notícias G1.
Do total estimado, R$ 20 bilhões referem-se exclusivamente a projetos de novas usinas de cana e de geração de energia a partir do bagaço. O BNDES pode financiar até metade desses R$ 20 bilhões. "Quando se instala uma usina, é necessário ter comércio, banco, transporte, logística. Esses investimentos atraem toda uma economia", afirmou Carlos Gastaldoni, assessor da presidência do banco.
Ele ressaltou que a expansão da produção de etanol ocorre há três anos. Somente no BNDES, os recursos liberados para projetos de etanol e açúcar alcançaram R$ 1,974 bilhão no ano passado, praticamente o dobro do volume de crédito desembolsado em 2005. No primeiro trimestre de 2007, o banco de fomento já liberou R$ 723 milhões em financiamentos ao setor.
Demanda doméstica
Atualmente, o BNDES possui 70 projetos de produção de etanol e de co-geração por meio do bagaço da cana em sua carteira, incluindo os pedidos de empréstimo em análise, os projetos aprovados e os desembolsos em curso. A carteira corresponde a R$ 12 bilhões em investimentos, dos quais R$ 7 bilhões são financiamentos.
A estimativa de investimentos até 2011 considera apenas a demanda doméstica, impulsionada pelo contínuo aumento da frota de carros do tipo flexfuel.
Em três anos, 80% dos carros fabricados no Brasil já são flexfuel. Como o etanol é mais competitivo, vai haver aumento da demanda", afirmou. O crescimento previsto da exportação de etanol, atualmente em 3 bilhões de litros, não entrou nos cálculos do banco.
Irmão de Bush defende fim de tarifa americana
Epaminondas Neto
O presidente da Comissão Interamericana de Etanol, Jeb Bush, irmão do presidente americano, George W. Bush, defendeu hoje o fim da tarifa de importação sobre o álcool brasileiro (etanol) para ampliar o mercado de biocombustível.
Os EUA cobram hoje uma taxa de US$ 0,54 por galão sobre o álcool vendido pelo Brasil, além de 2,5% de impostos alfandegários. O Brasil tem feito uma campanha para reduzir essa sobretaxa, para ampliar as exportações, mas a demanda esbarra em outro tema polêmico nas relações Brasil-EUA: a questão dos subsídios agrícolas.
Bush não chegou a apontar quando ou mesmo em que condições a demanda brasileira poderia ser atendida. Ele se limitou a dizer que um ponto chave para a criação do mercado de biocombustível nos EUA seria a mudança do "status" do álcool de uma questão de política agrícola para um assunto de política energética.
"Hoje, a política para o etanol [alcool] está mais relacionada à produção agrícola do que energética. Se fosse uma questão energética, nós não tributaríamos o etanol", afirmou Bush, durante participação em seminário, na cidade de São Paulo.
O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, afirmou que a mudança do álcool de "commodity agrícola" para "commodity energética" está em processo de "esclarecimento" mesmo no restante do mundo. "Transformar o etanol numa commodity energética, em vez de uma commodity agrícola, é uma discussão que tem de ser tratada, que tem prós e contras. Por enquanto, não há ainda clareza nesse processo", disse ele.
Lula e Chavez iniciam obra
Os presidentes do Brasil e da Venezuela, Luiz Inácio Lula da Silva Hugo Chávez, respectivamente, instalaram ontem a pedra fundamental do complexo petroquímico que construirão juntos, no Complexo Petroleiro de José (300 km a leste de Caracas).
Acompanhados por seus colegas de Bolívia, Evo Morales, e Paraguai, Nicanor Duarte, Lula e Chávez pegaram na enxada e jogaram cimento sobre a pedra fundamental do complexo de refinarias.
O complexo petroquímico será construído por uma empresa mista integrada pela estatal venezuelana Pequiven e a privada brasileira Braskem, com participação de 50% cada.
"A Venezuela vai ficar encarregada da administração estratégica da empresa, porque estamos em território venezuelano", destacou Chávez em seu discurso.
Durante o ato, Lula destacou o papel da empresa privada para a integração da América Latina e o desenvolvimento da região.
"Os avanços que estamos conseguindo na América Latina permitem que não somente os presidentes, mas também os empresários possam estabelecer acordos, ser sócios e podem garantir que a matéria-prima se transforme em emprego, em salários, em bem-estar para a população", disse Lula.
O presidente brasileiro se declarou "muito feliz" pela associação dos venezuelanos com empresários brasileiros. "Quando este pólo estiver pronto, teremos tecnologia para distribuir para outros países", continuou.
Odebrecht na Bolívia
Em seu discurso na cerimônia de lançamento, o presidente Lula pediu ao presidente da Odebrecht, Emílio Odebrecht, que sua empresa reconsidere o pólo gás-químico boliviano, projeto suspenso desde a nacionalização das reservas de petróleo e gás na Bolívia.
"Já falei ao Emílio Odebrecht e também à direção da Braskem que é preciso construir um pólo petroquímico também na Bolívia", disse Lula, que tinha entre seus ouvintes o presidente boliviano Evo Morales. Na sua opinião, os projetos de integração do continente devem passar também pelo setor empresarial. "Nem sempre a vontade política se reflete nas empresas."
A Braskem já avaliou, em parceria com a Petrobras, a construção de um pólo gás-químico binacional, que custaria US$ 1,3 bilhão para produzir 600 mil toneladas de polietilenos a partir do gás boliviano. "Temos que entender como fica a relação entre Petrobras e YPFB (antes de voltar a discutir o projeto)", disse o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, ressaltando que é preciso que o gasoduto Bolívia-Brasil seja ampliado em 5 milhões de metros cúbicos para que o projeto seja viável. (ecopress com informações do Correio da Paraíba - PB - 17/04/07, às 13h40)
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