Notícias com Baixa Repercussão
17/08/2009
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Malária aumenta 63% em distrito de Porto Velho
Com a construção de Jirau, Jaci-Paraná já
registra 1.524 de casos de malária
PORTO VELHO - A construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), fez com que o
número de casos de malária no distrito de Jaci-Paraná aumentasse 63,6%. De acordo com o
Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Porto Velho, de janeiro a julho de 2008
foram registrados 931 casos de malária na localidade e, no mesmo período deste ano, o número
subiu para 1.524.
Segundo a diretora do departamento, Rute Bessa, os números podem ser explicados pelo aumento
da população do distrito, que praticamente triplicou desde o início das obras da hidrelétrica. - As
pessoas que trabalham na hidrelétrica de Santo Antônio [também no Rio Madeira], devido à
proximidade, moram na cidade. Em Jaci Paraná, os trabalhadores da hidrelétrica de Jirau ficam
num alojamento no local das obras, então acabou aumentando muito a população do distrito -
explicou. Jaci-Paraná fica a cerca de 60 quilômetros de Porto Velho.
A diretora ressaltou ainda que, apesar da expansão da doença no distrito, em todo o município de
Porto Velho houve uma redução de cerca de 9% nos casos de malária, se comparados os
primeiros sete meses do ano passado com o mesmo período deste ano. De janeiro a julho de
2008 foram registrados 12,8 mil casos, e neste ano foram 11,6 mil registros da doença.
A Energia Sustentável, concessionária responsável pela Usina de Jirau, informou que realiza
sistematicamente ações de educação em saúde e mobilização social para informar os
trabalhadores e a população sobre a doença. Também são desenvolvidas ações preventivas como
treinamento da equipe de controle vetorial, levantamento dos criadouros, pesquisa de larvárias,
triagem com os trabalhadores, e borrificações nos alojamentos.
A empresa garante que tem um rigoroso controle de saúde dos trabalhadores, e que todas as
pessoas que têm acesso ao canteiro de obras devem usar botas, capacete e camisas de manga
comprida. Além disso, dos R$ 17 milhões que estão sendo investidos na saúde, mais de R$ 5
milhões são destinados exclusivamente ao Plano de Ação para o Controle da Malária.
Rute Bessa lembra que o plano, que prevê ações para os cinco anos de construção das usinas,
ainda está no início do desenvolvimento, e o município está trabalhando com os próprios recursos.
- Temos uma relação harmônica, de trabalho conjunto, mas sabemos que precisa fazer muito mais
para barrar o crescimento da malária no município - afirmou.
O aumento de casos de malária em Porto Velho foi uma preocupação desde o início dos debates
sobre a construção das hidrelétricas do Rio Madeira. A região registra números expressivos da
doença, devido às suas condições climáticas e geográficas, e a migração de pessoas para
trabalhar nas obras, aliada à inundação causada pelos reservatórios, pode agravar ainda mais a
situação.
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