
Trata-se de repúdio contra exportadores que vetaram compras de lavoura em novos desmatamentos. Os produtores de soja do Mato Grosso querem manter seu direito de plantar soja na Amazônia, apesar da moratória ambiental anunciada pelos exportadores em 24 de julho. A moratória prevê suspensão da compra do grão cultivado em novos desflorestamentos no Bioma Amazônico, como resposta à demanda dos importadores.
Ontem, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato) divulgou nota de repúdio à decisão dos exportadores divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
"Não concordamos com a atitude das exportadoras. Não é que pretendemos plantar soja em novas áreas do Bioma Amazônico, mas queremos manter nosso direito de fazê-lo", diz o presidente da Famato, Normando Corral. O presidente da Anec, Sérgio Mendes, considera "natural" a reação dos produtores.
Segundo Mendes, a área plantada com soja no Bioma Amazônico é de 1,15 milhão de hectares, o equivalente a 0,275% do total de 418 milhões de hectares. "Há 30 milhões de hectares de pastagens improdutivas no Bioma Amazônico, onde é possível plantar soja. Não há por que destruir novas áreas", diz Mendes.
Produtores do MT dizem que vão desmatar - A moratória ambiental - suspensão por dois anos pelos exportadores da compra de soja da safra 2006/07 cultivada em novas áreas que forem desflorestadas do Bioma Amazônico -, anunciada no último dia 24, desagradou produtores do Mato Grosso, maior estado produtor do grão. Ontem, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato) divulgou nota de repúdio à postura dos exportadores, representados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
"Não concordamos com a atitude das empresas exportadoras. Não é que pretendemos plantar soja em novas áreas do Bioma Amazônico, mas queremos manter nosso direito de fazê-lo", defende o presidente da Famato, Normando Corral. Segundo ele, "abrir mão desse direito é ferir a soberania do País". "Legalmente, o plantio pode ser feito em 20% da área. Não aceitamos que imposições de Organizações Não Governamentais (ONGs), como o Greenpeace, sejam mais restritivas que a nossa própria lei", diz.
Em nota, a Famato citou que pressões feitas pelas ONGs ambientais tem como objetivo impedir o desenvolvimento de países como o Brasil, enquanto privilegiam países desenvolvidos. "Trata-se de barreira comercial travestida de barreira ambiental. Nenhum outro país tem terras férteis cobertas com vegetação nativa", diz o presidente da Famato.
O presidente da Anec, Sérgio Mendes, considera "natural" a reação dos produtores à restrição anunciada pelos exportadores. "Os produtores foram informados mais tarde da demanda dos importadores. Quando perceberem o transtorno que isso (o plantio em áreas do Bioma Amazônico desmatadas de agora em diante) pode causar, se tornaram nossos parceiros", diz. Segundo Mendes, a área plantada com soja no Bioma Amazônico é de 1,15 milhão de hectares, o equivalente a 0,275% do total. "Há 30 milhões de hectares de pastagens improdutivas no Bioma Amazônico onde é possivel plantar soja. Não há porque destruir novas áreas se a expansão pode ser feita de maneira harmônica", diz Mendes. (Gazeta Mercantil - SP)
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